Cultura pra quê te quero!
Noite!
Tenho feito algumas reflexões acerca do que seriam os Defensores da Cultura (Culture Rangers). E percebi que antes de nos definirmos, precisamos definir claramente qual seria nossa definição de cultura e que implicações essa concepção tem em nossas vidas. Como sendo um ensaio inicial, defino-no como um esboço de meu pensamento acerca do tema, portanto peço aos amigos que esperem por uma percepção mais aprofundada de minha parte em um tópico futuro.
Pergunto-me há alguns dias se defendemos um tipo específico de padrão cultural ou se defendemos a cultura como um todo. Se for o caso de defender um padrão específico, é preciso agir honestamente e se posicionar de acordo, percebendo que dessa forma estaremos excluindo outros e que seria culto aquele que está ao nosso lado. Caso defendamos a cultura como um todo, provavelmente estaremos defendendo as diversas formas de expressão cultural de um ataque ou violência à sua continuidade e liberdade expressivas por meio da sua divulgação e valorização. Estaremos abrangendo tanto a cultura erudita, como a folclórica, popular, de massa e demais denominações que quiserem atribuir.
Da minha parte escolho a segunda opção. Mas não coloco um ponto final, ainda são necessários alguns estudos antes de uma decisão definitiva. Admito, por conta disso, que exige-se de minha parte, um certo cuidado e muita responsabilidade, afinal é muito complicado ser imparcial, estamos muito cheios de preconceitos, sem espaço para maiores aberturas, incapazes de apreciar o novo ou mesmo o que não agrada. E saibam que eu mesmo tenho muito disso.
Meu olhar hoje se volta à necessidade de aprender a respeitar e valorizar as diferentes marcas culturais. Elas são a identidade de povos, de grupos sociais, indo muito além das musiquinhas que ouvimos nos chamados eventos culturais. A cultura se estende por toda a vida daqueles que a executam em forma de dança, teatro, música, texto, etc, o que vivem, o que pensam, como pensam, porque pensam. Nos acostumamos com o CD pronto, produto final, acabado, estático. Como se aquele auto natalino fosse representado sempre do mesmo jeito todos os anos, como se de nada valesse a vida daqueles que confeccionam as roupas, daqueles que recordam as músicas, da história que está por trás.
Nós esquecemos do valor do processo de constituição daquela encenação, daqueles trajes, daquele texto. Se realmente estamos sequiosos por defender a cultura como um todo precisamos viver um pouco de cada manifestação que estiver ao nosso alcance, perceber a história da constituição daqueles valores como a identidade em constante construção, como a tradição constantemente renovada a cada nova geração, a cada novo membro que se instale no grupo, como constante construção e desconstrução provocada por contatos com outras culturas. E, além de tudo, não violentar as expressões culturais, ao qualificá-las como melhores ou piores do que outras segundo padrões próprios, que nada possuem de universais. Precisamos nos lembrar de que a ninguém foi dado nem cajado nem martelo que lhes permita decidir a superioridade ou inferioridade de ninguém. Não nos esqueçamos do fato de que não há hierarquia entre os povos, só paralelidade. É preciso, portanto, defender não uma cultura, mas todas as culturas dos ataques daqueles que buscam rotulá-las, daqueles que se acham no direito de decidir, entre tantos povos, qual seria o melhor.
Por hora é só, mas podem ficar preparados, que ando muito inspirado acerca deste tema. Ah, por que a criança?? No próximo tópico eu explico. Fiquem no suspense.
Escrito por Giuvic às 17h55
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Resenha crítica da semana: ''Shaman King''
Shaman King

Série
Classificação: Livre
Gênero: Animação
País: Japão
Onde passa: Jetix (Canal pago)
Dias: Todos os dias
Horário: 19:00 h
A história tem início quando o estudante Manta Oyamada, atrasado para a escola, resolve cortar caminho pelo cemitério e acaba encontrando um garoto conversando com os espíritos nos túmulos. Aquele garoto era Yoh Asakura. Ele era um Shaman, um guardião e agente dos mistérios dos vivos e dos mortos e capaz de conversar com os espíritos. No dia seguinte, Yoh acaba transferido para a classe de Manta e os dois se tornam grandes amigos.
O grande objetivo de Yohé se tornar o Rei Shaman, aquele que mudará o destino da humanidade. Para isso, ele deve entrar para um campeonato realizado a cada 500 anos, o Shaman Fight (Luta de Shamn). Depois de lutar com Shamans do mundo inteiro, o vencedor entrará em contado com o Grande Espírito e se tornará o Rei Shaman.
O Shaman Fight apresenta os mais estranhos Shaman de todo o mundo, com os mais variados espíritos nas formas mais estranhas. O interessante do anime e do mangá é que todas as lutas e poderes são tratadas com o mesmo clima de jogos de video-game.
No início, Yoh Asakura luta incorporando a alma de um espírito através do Hyôi Gattai (Fusão da Possessão). Com isso, ele adquire os poderes do espírito sem perder o controle do próprio corpo. Na maioria das vezes Yô se funde à alma de seu amigo samurai Amidamaru e fica com suas incríveis habilidades de espadachim.
Mais tarde, Yoh aprende a usar sua própria energia espiritual, a Sobre Alma (Over Soul), para criar inúmeras formas e poderes de ataque.
O anime é muito bom, tem uma boa história, uma boa trilha sonora... tudo! O único incoveniente é que ele durou muito pouco, tendo apenas 2 temporadas.
Nota:
9/10
Um abraço.
Leo.
Escrito por Leo às 18h05
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